quarta-feira, 26 de agosto de 2009

sobre ser um "sem assunto"

Por vezes observamos pessoas se queixando "Fulaninho não fala nada, ele é um sem assunto". Hoje me deu a maior vontade de escrever sobre isso. Tenho ouvido um pouco esta expressão sobre os outros, e outro dia uma amiga exclamou "você é uma sem assunto!", em um contexto que nada tinha a ver com isso... Ou seja, não ter assunto está virando um xingamento!



Acredito que essa "neura" do assunto esteja relacionada com esse momento em que vivemos de acelerado desenvolvimento, tecnicização da produção e circulação da informação, que culminam com pessoas cada vez mais "sabidinhas" sobre uma porção de coisas... Até opiniões desinformadas estão ficando mais arrojadas, e google está se tornando o grande herói... Opa, espera aí... O estranho é que as pessoas que usam a questão do assunto como xingamento não estão tão atentas a isto...



Até poucos dias atrás eu me considerava uma pessoa com assunto, claro que não domino tantos assuntos sim, mas penso que sei me virar bem... Isso me faz defender a posição de que não há necessidade de saber muito de filosofia, política ou física quântica, tão pouco assistir as melhores comédias e os últimos filmes em cartaz... Ter assunto é ter interesse. Em qualquer coisa, pessoa, situação... Para você ter assunto, você precisa busca-lo, e não esperar que ele caia em seu colo (ou ouvidos!). Você não precisa afirmar nada, nem ser dono de nenhuma verdade... Com muitas perguntas você pode criar um super assunto... E não apenas perguntar, mas tentar se interessar pelas respostas, que geram novas perguntas, e novas respostas... Se você acha alguém sem assunto, acredito que seja bom reavaliar a maneira como se relaciona com quem está ao seu redor. Será que você busca ou dá espaço para o assunto? Não estaria rechaçando aquilo que é colocado como um tópico na conversa? Qual é a sua abertura para conversar sobre as coisas?



É claro que existe uma coisa chamada afinidade que dá a "liga" nas relações entre as pessoas... Mas se você não busca-las, elas podem não aparecer espontaneamente.




E você? É um sem assunto ou um buscador de assunto? hehehehehe....

terça-feira, 4 de agosto de 2009

Em busca do (post) perdido

Mais uma vez sentei em frente ao computador esta manhã. Para não perder o hábito... difícil isso acontecer! Para não perder o hábito de postar no blog. De alguma forma isso me faz bem, chega a ser quase terapêutico, porque enquanto escrevo vou elaborando, refletindo e recriando novas maneiras de encarar esse carregar de pedras cotidiano. Voltemos ao hoje. Meu primeiro impulso foi resgatar alguma coisinha escrita no ano passado, pois há cerca de um ano eu estava tomada por inspiração. Queria escrever todos os dias. Essa pseudo decisão fez com que eu me sentisse uma romântica muito da chata. Insuportável. E que gosto de criar uns bons dramas com essas pequenices do meu dia a dia, meio que querendo valorizar as coisas. Faço uma piada sutil de mim mesma, coloco no papel, com a esperança de que um dia, alguma pessoa que acessar esse blog, vá me desvendar como sujeito. Isso soa quase como impossível por dois motivos. O primeiro, e mais óbvio, é que eu não divulgo nem fico pedindo pra ninguém vir olhar essa “blogagem” (horrível! Hehehe)... O segundo? Bom... Se eu mesma não consigo fazer isso, sofro a cada dia com cada novo aprendizado, sei chorar e dar gargalhadas enlouquecidamente, depois vou dormir sereníssima ("minha laranjeira veeerde..." huhuhuu). Como uma pessoa que eu não faço idéia de quem seria, e se seria, poderia fazer isso? E por que eu estou escrevendo isso? Um pouco prolixa, talvez eu seja sim.

Mas essa postagem antiga... Poxa, que delícia foi o dia em que a escrevi. Foi um dos meus dias mais inspirados, pois, além de ter escrito a “coisa” no ônibus, a caminho do trabalho, introduzi com um belo texto metido à crônica. Claro, fiquei orgulhosinha dessa peripécia e esse post sim eu quis mostrar para os meus amigos, colegas de trabalho, até SMS coletivo mandei pelo celular avisando da nova postagem! Onde estava a “inspiração” pra isso? Ah... fácil responder essa. Não precisamos pensar muito.

Isso me fez pensar no que teria mudado em um ano. Será que mudei muito? E as mudanças? Estão me ajudando ou continuo a me sabotar? Essa coisa da auto sabotagem está ficando forte, tenho até medo. Mas acho que falar sobre isso aqui nesse vazio virtual pode me tornar um pouquinho mais resoluta. O fato é que meu medo de relacionamentos tem sido tão grande que às vezes, por mais que eu esteja totalmente afim de alguma coisa, não reconheço minhas atitudes afastadoras, sobretudo de pessoas do sexo masculino. Tenho dito coisas absolutamente sabotadoras. Calma, nada tão grave. Mas, definitivamente, é como se eu não quisesse tirar proveito das situações, e simplesmente não “administro”, não contorno à minha maneira. Estou meio que cagando (odeio essa expressão, mas ela é tão eloquente). Quando caio em mim, me joguei... da beira dos meus precipícios (estranho isso de cair, jogar...). Tenho refletido muito sobre esse medo de relacionamento ultimamente. Minhas referências não são as melhores, casamentos desfeitos, canalhas na vida das pessoas ao redor (sim, eu já fui também... canalha e vítima de). Essas cofusões conseguem piorar as coisas. A última agora é evitar. Evitar tudo. Evitar a iminência de uma oportunidade. Simplesmente para não constatar que algo ruim possa acontecer. Estranho? Vou tentar explicar. Imagine que você esteja com muita vontade de comer um sanduíche de queijo minas. Você está com uma vontade tão grande, que nem vai à lanchonete com medo de ter acabado o queijo e você se decepcionar! Preferimos sofrer por não comer o sanduíche do que sofrer por tentar comer e (muito pouco provavelmente) se decepcionar. Talvez o exemplo do sanduíche de queijo minas não tenha sido feliz, nunca fui muito boa com metáforas. MAs adoro sanduíche de queijo minas, às vezes acaba o queijo na lanchonete de onde trabalho, eu fico pu...! Acho que deu pra entender o papel de cada coisa nesse contexto. Isso pode parecer piegas, visto que todos estão altamente comprometidos atualmente em evitar sofrimento de alguma maneira. Seja sofrimento por um mau resultado no trabalho, sofrimento por gostar de alguém e não ser correspondido, ou por desejar muito um bem material ou qualquer outra coisa/pessoa e não ter. Qualquer coisa que tenha 0,3456567 % de chance de fazer você se decepcionar, elimine!
Vivemos em um momento que eu considero muito chato. Essa coisa insuportável chamada tecnologia que avança em ritmo vertiginoso nos faz acomodados e controladores. Para controlar processos de produção, de trabalho, uma maravilha, realmente... Mas e as pessoas? O que essa m... chamada orkut faz senão impedir as pessoas de se esforçarem mais para se encontrar, conversar? E a p... do Messenger? Ninguém mais usa telefone, não temos a sensação gostosa de ouvir uma voz muito desejada... E o pior dos piores... Bina!!! Pra que eu tenho que saber quem está me ligando? Por que para quem eu estou ligando tem que saber que sou eu? E a surpresa? Estas “maravilhas” da vida moderna deveriam ser reservadas à polícia, espiões, malucos, obsessivos...
Essa conversa toda da tecnologia é que nos deixa assim meio “sei lá”. A minha geração talvez sofra um pouco, já que até boa parte da adolescência não vivíamos com todos esses “gadgets”, não no Brasil. E aí, de uma hora pra outra, a Internet chegou e as coisas ficaram meio bagunçadas. As relações desencaixadas, todo mundo fala com todo mundo, qualquer lugar, a qualquer hora... Perdeu-se o controle, embora tenhamos a sensação de estar sempre detendo-o. Acredito sim que isso tem lá as suas vantagens. Mas eu me sinto meio confusa em meio a isso tudo. Vejamos: você conhece uma pessoa, um amigo, enfim... essa pessoa vai pedir o seu orkut, seu msn... quiçá o seu telefone. Claro que vão rolar vários recados, mensagens, conversas virtuais. Vocês podem se tornar grandes amigos, mas acredite... Pra você encontrar de novo essa pessoa? Só se for amigo dos seus amigos... Ou... se fizerem um grande esforço. Isso já aconteceu comigo. Conheci gente encantadora em festas, jantares, almoços, eventos em geral... Mas o orkut e o msn possibilitam conversar a qualquer momento... Me deu uma certa preguiça de encontrar a pessoa. Conheci um sujeito há uns dois anos e só o vi uma vez... No dia em que o conheci! Hahahahaha... Ridículo? Talvez. Culpa minha? Da tecnologia? Do sujeito? Impossível saber. Mas se não existisse essa p... toda teríamos nos telefonado algumas vezes e certamente nos forçaríamos a um novo encontro. Mesmo porque não existiria o celular pra enviar aquelas mensagens xexelentas sobre cansaço do trabalho, compromissos, reuniões que não existem, entre outras coisas/desculpas.

Agora eu me pergunto... O que tudo isso tem a ver com o post? Sobre o que é o post? Por que queremos sempre estar controlando tudo quando, a cada dia controlamos menos?

Beijos meus (a “coisa” do post antigo fica pra outro dia, escrevi muito sobre nada hoje)

quinta-feira, 30 de julho de 2009

Estática... inerte!


Hoje estou com uma puta vontade de escrever alguma coisa. Mas estou com tanta dificuldade... Se vivesse disso estaria a um passo de passar necessidade. Não que eu esteja vivendo um momento brilhante na minha carreira de professora-educadora-física-metida-à-pesquisadora-achante-que-sabe-fazer-tudo. Mas pensava que práticas ligadas à criatividade estivessem associadas com mais força à liberdade do pensamento e à tão falada inspiração... Se assim for, pegarei uma arma, me matarei e voltarei em dez minutos... Meu pensamento é prisioneiro, não tenho inspiração. Prisioneiro de que? De onde vem a chamada inspiração? Como explicar isso?
Antes que eu comece a "bostejar" palavras tolas aqui só pra encher esse post, vou me despedindo. Hoje eu não sei se estou feliz ou triste, não sei o que sinto, devia estar trabalhando e estou criando uma postagem sem sentido... Não quero xingar ninguém... não quero reclamar da vida... nem dos chocolates que comi esta tarde pensando no que escrever (para o meu trabalho!)... Vamos esperar algumas coisas acontecerem e mudarem um pouquinho o rumo da minha vida! E essa foto não tem nada a ver, não é?! Mas gostei tanto! Deixa ela aí! Nhá!!
"Permaneço assim estático.... não vale mesmo a pena" (2) rs...

terça-feira, 5 de maio de 2009

Permaneço assim estático........!


Desanimei... escrevi, conexão caiu, apagou tudo... depois termino... affffff!!!

domingo, 3 de maio de 2009

Fala Falha

Postagem do blog antigo - data de aproximadamente outubro de 2008. Espero que gostem!

Fala falha - Flora Veiga

Um fala pato, outro entende gato.
Quis dizer “vambora”, saiu “váimbora”.
Esperou “me espera!”,
demorou, veio “me demoro...”.
Por que diz não dizendo
se quer mesmo é dizer?
Ele escuta entendendo,
e ela não dá a entender.
Ela disse, errou - não disse.
Fala ao contrário.
Não diz o que deve.
Não dá o braço a torcer.
Por dizer, acabou... por dizer não.
E pelo dito.
Tem que aprender a falar
pra fora, em voz alta.
Não acabaria se não dissesse
tanto e nada,
Continua só se fala
o que merece ser dito (?)